21 de abril de 2012

Domingo também é dia de feira!!!

Dia 29 de Abril estréia o programa “Feira Sonora”, que será transmitido todos os domingos pela TARUMA FM-104,3 MHz, das 20h às 22h, conduzido pelos acadêmicos de comunicação social Marcio Roney, Renato Atayde e Rodrigo Sales.A proposta é fugir do que é executado nas FMs macapaenses, tocando músicas com um repertório de primeira com canções lado B(que nem sempre tocam em estações mais comercias), uma programação musical de maneira variada, do Pop Rock ao Samba, dos anos 80 até as músicas atuais, do regional à MPB, e ainda trazendo noticias do universo cultural e assuntos do cotidiano.

O programa será dividido em cinco blocos. A ideia é balancear bem essa mistura: histórias da cidade, fatos estranhos que acontecem pelo mundo, notícias musicais, dicas de shows, exposições e filmes bacanas. Tudo Vale.

O programa terá como ponto alto os quadros “Xepa” e “DNA”. O Xepa vem como forma de incentivo a cultura local, de apoio à música independente. No quadro tocaremos demos, e produções de bandas iniciantes no Estado. Já o DNA trata-se de um bloco que conta/toca um pouco da história de um músico. Tipo: o cara que se projetou em uma banda e saiu para seguir em carreira solo, ou formou outra banda ou vice-versa.

Para que o feedback aconteça, os ouvintes poderão dar sugestões de programas culturais para a semana, indicar músicas para o repertório, fazer indicações de filmes e livros, assim como, do estúdio levaremos essas informações. Estando a disposição telefones, email, redes sócias para que seja a ligação entre o ouvinte e apresentadores.


1 de março de 2012

Arquipélago mais inóspito do Brasil

Ilhas de São Pedro e São Paulo só podem ser acessadas por navio
Antenas de satélite estão sendo instaladas para
verificar o funcionamento de internet e telefone na ilha




Considerada umas das regiões mais inóspitas do país, o arquipélago está localizado a mais de 1.010 km da costa brasileira, pertencendo ao estado de Pernambuco, apesar de estar mais próximo a cidade de Natal (RN), e é também uma das áreas mais promissoras para a pesquisa, devido a diversidade de espécies e de informações geológicas.




Só é possível chegar a ilha de navio



Com uma área de 17 mil m² e apenas 18 metros de altitude, São Pedro e São Paulo é um território guardado pela Marinha do Brasil, que mantém funcionando no local – há 14 anos – uma estação científica habitada constantemente por pesquisadores de diversas universidades (apenas uma ilha, a de Belmonte, é habitada e contém algum tipo de vegetação. O restante é ocupado por caranguejos e aves como o atobá-marrom).


Darwin passou por aqui
A história ensina que o nome do arquipélago se deu devido a um incidente envolvendo a nau portuguesa São Pedro, em 1511, que se desgarrou da armada que partiu de Portugal e veio se chocar com os rochedos, sem chance de salvamento.
De acordo com a Marinha, o interesse pelo arquipélago também foi despertado no naturalista Charles Darwin, que passou pelo conjunto de ilhas em 1831, a bordo do navio Beagle. Entretanto, imagens do arquipélago só teriam sido divulgadas em no século seguinte.


No terreno irregular das ilhas também foi instalado um farol, que orienta grandes embarcações que passam próximo ao local em direção à Ásia ou América do Norte, como navios pesqueiros chineses.


Referência: G1 Natureza


22 de fevereiro de 2012

Digital x Impresso

Zuenir Ventura, O Globo

Espalhados pelo chão, empilhados sobre a mesa, em cima das cadeiras, dezenas de livros aguardavam voltar para as estantes, de onde foram retirados por causa de uma pequena obra em casa.
Eu acabara de ler no Prosa & Verso uma matéria que me pôs a pensar sobre o futuro deles. Será que teriam utilidade para Alice daqui a uns 15 anos?
O debate no suplemento era sobre os efeitos do mundo digital sobre a leitura, a competição entre internet e texto impresso, fazendo lembrar a antiga discussão entre o que Umberto Eco chamou de “apocalípticos e integrados”, para definir os que temiam e os que aceitavam a comunicação de massa.
No artigo em que procurava desfazer o clima maniqueísta da disputa, Pedro Doria analisava os mais recentes trabalhos que tratam do tema.
O apocalíptico dessa história é Nicholas Carr, autor de “A geração superficial: o que a internet está fazendo com os nossos cérebros”. Recorrendo ao próprio exemplo, ele confessa que antes passava horas mergulhado em extensos trechos de prosa. “Agora, raramente isso acontece. Minha concentração começa a se extraviar depois de uma ou duas páginas.”
Na mesma linha, outro intelectual dizia que ninguém mais lê “Guerra e paz” por ser “longo demais”. A internet teria mudado nosso jeito de ler, passando de linear, sequencial, para uma forma fragmentada, desatenta, interrompida por hiperlinks.
Olhei à minha volta e percebi o quanto havia de volumes “longos demais”, que daqui a pouco estariam condenados, segundo essa tendência. Ali estavam “Ulisses”, de James Joyce, 888 páginas); “Gênio”, de Harold Bloom (828); “Pós-guerra”, de Tony Judt (847); “Casa Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, 40 edição (668); “Os sete pilares da sabedoria”, de T.E. Lawrence (782), entre muitos outros.
Será que a humanidade não iria produzir mais uma “Divina Comédia”, um “Lusíadas” ou um “D. Quixote”? Será que só haverá lugar para mensagens de 140 toques? Talvez, se estivermos fabricando o que Carr chamou em entrevista a Guilherme Freitas de “leitor distraído, que não lê com profundidade; passa os olhos no texto, lê na diagonal”. Decodifica apenas, em vez de “um sofisticado ato de interpretação e imaginação”.
A questão, porém, é mais complexa, como se depreende do ensaio do professor João Cezar de Castro Rocha na mesma edição. Ele mostra que o advento da palavra impressa causou impacto parecido no universo da palavra falada e escrita. Décadas depois da invenção dos tipos móveis, o livro foi comparado a uma catedral, com um final que se anunciava infeliz: “O livro destruirá o edifício; a imprensa superará a arquitetura.”
Agora, voltou à moda decretar o fim do impresso. Para quem, como eu, acredita na convergência e não no antagonismo entre as tecnologias de comunicação, o consolo é que os que anunciaram a morte da imprensa e do livro morreram antes.

Retirado do Blog do Noblat

13 de fevereiro de 2012

O amor acaba

De Paulo Mendes Campos

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Texto extraído do livro "O amor acaba", Editora Civilização Brasileira – Rio de Janeiro, 1999, pág. 21, organização e apresentação de Flávio Pinheiro.
 o.

30 de janeiro de 2012

Poesia de um (talvez) apaixonado

Tudo Novo De Novo      
              
Quando eu menos imaginava você me apareceu. Apareceu fazendo desaparecer em mim os vestígios do que eu não acreditava.

Fui em busca do desconhecido, imaginando nem chegar a conhecer o teu rosto, muito menos teu espírito.

Veio assim bruscamente, trêmulas as vozes e mãos se entrelaçavam com as batidas do coração.

Já não sei o que aconteceu a partir dalí. Ou melhor, sei sim, foi amor.

O que eu não sabia, era que eu não conhecia como era bom amar. Bom amar você.

Agora fico revirando os meus calafrios, e no frio tento buscar você.

Por que a pele macia que eu percorria me fazia adormecer.

Espero encontrar novamente, como naquela noite quente o amor pra me enlouquecer.

Mas os outros encontros são como tantos outros. A diferença é com você tudo se torna primeira vez. Com você não existe outra vez, simplesmente talvez.

Que os medos deixem de ser medos, que o que nos cerca deixe de ser ameaça e se torne sossego.

Não quero pra mim uma luta armada, prefiro a voz de uma amada do que desprazer de ser desprezado.

Deixe que digam, que pensem e ouçam. O que importa é que já não é pouco, pouco o que sentimos. Você demonstra isso em seus sorrisos.

Não se martirize com as preocupações, elas podem te levar à novas concepções. Você merece a paz que eu também quero pra mim.

Espero que nas outras vezes tudo seja de novo assim. É tão bom sentir isso, espero que não tenha fim.

6 de janeiro de 2012

Viver vale a pena



A vida para alguns é um caminho a ser percorrido, para outros é um desafio a ser superado, para os mais exagerados é um obstáculo a ser ultrapassado, para os espíritas é apenas uma passagem, para os céticos é apenas uma existência. O que ela é, ou representa não é o ponto em questão, e sim o como você aproveita a oportunidade que lhe foi ofertada, e não estou falando de divindades, falo da disputa pela qual você se esforçou tanto pra vencer e quando fez isso se propôs a ser sempre o campeão e sempre conquistar aquilo que você almeja. Entre bilhões de espermatozóides você foi o único que conseguiu fecundar o óvulo. Tendo vencendo isso, porque você não vencerá viver com problemas e preocupações. Trate tudo isso como você quiser, mas fato é que, tudo isso vem pra lhe ensinar que é possível ultrapassar as tormentas e usufruir de um lindo horizonte. Sendo clichê ou não isso é um fato inegável que te acompanhará em vários momentos da sua vida, mas cabe a você saber administrar o que foi conquistado por você.
Quando tudo parece estar se realizando na sua vida, continue no ritmo que está porquê foi isso que te levou até esse ponto. Agora, se você perder o controle e não conseguir administrar suas realizações, com toda a certeza voltará à estaca zero. Construa caminhos onde você possa percorrer com o que você é, e não com aquilo que as pessoas querem que você seja. Sua felicidade não depende da felicidade dos outros. Solidarizar sentimentos é só um instrumento para a felicidade.
Entra aí o embate entre felicidade condicionada a sentimentos por outros. Não menosprezando o que sentimos por nossos familiares, esse sentimento, esse amor é o amor que se gerou em nós desde a gestação, foi alimentado para existir, crescer e dar frutos. Já o amor que desenvolvemos por outras pessoas no decorrer de nossas vidas são gerados pelo afeto natural de cada ser humano como, dar carona a um desconhecido, doar suas roupas usadas a quem necessita, dar uma palavra amiga a quem se sente sozinho. Esse sentimento pode ser também, alimentado, crescer e dar frutos, frutos esses que viram casamentos e filhos. Mas porquê todo esse rodeio sobre amor? Porque que pessoas limitam sua felicidade para garantir a felicidade dos outros, servir aos outros é uma grande e importante qualidade, que deve ser admirada e cultivada, mas não deve ser mal usada. Se você se doa demais aos outros acaba esquecendo de si mesmo. Você precisa construir seus alicerces baseado nas coisas que foram cultivadas por toda a sua vida, que foram aprovadas pelas pessoas que você ama.
A música do saudoso Gonzaguinha caí muito bem, e merece ser cantada e vivida, porque “viver e não ter a vergonha de ser feliz, e cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz” é primordial. Isso mesmo, você é um eterno aprendiz, vivemos em um ciclo onde cada recomeço é uma nova etapa, e cada passo dado merece ser vivenciado com intensidade e sabedoria para que não seja desperdiçado. Deixe de colocar suas dificuldades e futuros problemas em primeiro lugar, um dia eles chegaram, você os viverá e ultrapassando (ou não) eles serão sempre lembrados por que você soube enfrentá-los.
Mais vale ter lembranças por algo que valeu a pena, do que não ter lembranças pra dizer que valeram a pena. Mais vale um segundo de felicidade, do que horas de arrependimento por não ter vivido. Enquanto muitos se envergonham da vida que tem, você pode estar gritando pra todo mundo o quão feliz você é. E lembre-se: isso vale mais do que qualquer coisa porquê só você sabe o quanto foi bom.

30 de dezembro de 2011

Mais uma desse 'governo de todos'!



Estou estarrecido com os acontecimentos de ontem.

Ver que a dedicação de pessoas que se COMPROMETERAM com o povo, de pessoas que se dedicaram durante meses a ajudar famílias com cestas básicas, bicicletas e sálarios minimos, tudo totalizando 18 mil reais, representam os 18 mil que o Governador Camilo Capiberibe gastou com flores para a residencia oficial.

Um evento com atração nacional, com ajuda a famílias carentes, levando lazer a uma aréa pobre da cidade. Tudo isso não foi levado em conta. A polícia com total truculência abordou os organizadores Pedro Da Lua, Pedro da Costa Neto, Rodrigo Portugal e Caetano Bentes, expôs os mesmos e aos demais que acompanhavam o evento à cenas de violência que foram observadas no programa O Estado É Notícia, que teve um de seus apresentadores, o jornalista Patrick Almeida agredido por policiais.O show que estava programado foi cancelado, toda a programação foi encerrada levando as famílias alí presentes a indignação. A pergunta é: porq tudo isso? Será por causa do som alto? Não! Não foi por isso, foi pela mensagem que o evento passava. Dinheiro público foi DESPERDIÇADO durante esse ano, enquanto milhares de pessoas padeciam e morriam nos hospitais precários do Amapá. O caos em que o Estado está teria sua contribuição com cidadãos comuns, que levariam a famílias carentes uma cesta básica e até um salário minimo que tantas pessoas precisam nesse Estado com uma economia defasada.

Fica aqui meus parabéns aos organizadores e meu pedido ao povo amapaense que se levante, que mostre o desprazer, a insatisfação e rejeição a esse governo ditatorial e unilateral - que atende só o lado dos seus correligionários e parentes -, ficam aqui os votos de que em 2012 o POVO torne o Amapá em um Estado melhor pra se viver! Um Estado de Todos de fato!

22 de novembro de 2011

" Trechos "



Se todos os momentos que a dedicação nos leva, proporciona-se incondicional felicidade, assim seria possível ama uns aos outros sem questionamentos.
Gostaria de sentir-me completo como os grandes garotos de filmes, que percorrem longos caminhos, trilham suas vidas e voltam pra casa para serem recebidos com um sorriso no rosto. Fomos criados para a liberdade, comprovadamente tudo e todos necessitam de liberdade, ser livres, seja a liberdade física ou espiritual, poder proporcionar os momentos de liberdade sem sair do lugar é a melhor forma de ser livre.
Na busca por encontrar a felicidade, pela plenitude espiritual e equilibrar o físico com o sentimental, deve-se viver para servir.
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Os paragrafos a seguir foram retirados do Livro O Monge e o Executivo – Uma história sobre a essência da liderança de James C. Hunter – Editora Sextante - 2009 - Capitulo 4-O Verbo.

Esse livro é sensacional, fala de liderança não só para lideres, mas para quem precisa liderar a si mesmo, fala de como cada um de nós pode crescer sabendo das características que possuímos e que os próximos possuem. Já me adianto pra indicar o livro e dizer que vale a pena a leitura e compartilha-lo com vocês.

...
Os sentimentos talvez possam ser a linguagem do amor ou a expressão do amor, mas não são o amor.  “O amor é o que o amor faz”.
Observei – eu percebo claramente que há ocasiões em que minha mulher não gosta muito de mim. Mas ela permanece ao meu lado, de qualquer modo. Ela pode não gostar de mim, mas continua a me amar e manifesta isso por suas ações e envolvimento.
Ouvi sujeitos me falarem muitas e muitas vezes o quanto amavam suas esposas. Eles falam isso sentados nos bares, caçando mulheres. Ou pais que se derretem de amor pelos filhos, mas não conseguem separar 15 minutos do dia para ficar com eles. E alguns dos companheiros do Exército, que fazem grandes declarações de amor às garotas quando o que querem é ir para a cama com elas. Portanto, dizer e fazer não são a mesma coisa não é?
Nem sempre posso controlar o que sinto a respeito de outras pessoas, mas posso me controlar e controlar como me comporto em relação a outras pessoas. Os sentimentos variam, dependendo do que aconteceu na véspera! Meu vizinho talvez seja difícil e eu posso não gostar muito dele, mas posso me comportar amorosamente. Posso ser paciente com ele, honesto e respeitoso, embora ele opte por comportar-se mal.
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Epístola aos Coríntios. Cap. 13

O amor é paciente, bom, não se gaba nem é arrogante, não se comporta inconvenientemente, não quer tudo só para si, não condena por causa de um erro cometido, não se regozija com a maldade, mas com a verdade, suporta todas as coisas, agüenta tudo. O amor nunca falha.
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O Efeito Hawthorne

Há muitos anos um pesquisador de Harvard, chamado Mayo, queria demonstrar numa fábrica da Western Electric, em Hawthorne, Nova Jersey, que havia uma relação direta e positiva entre a melhoria das condições de trabalho e sua produtividade. Uma das experiências consistiu simplesmente em aumentar as luzes da fábrica. Constataram que a produtividade dos trabalhadores aumentou. Quando estavam se preparando para começar a estudar outra faceta do ambiente de trabalho, inadvertidamente os pesquisadores diminuíram a luzes para não misturar as variáveis. Adivinhe o que aconteceu com a produtividade do trabalhador?
- Diminuiu?
-Não. A produtividade dos trabalhadores continuou aumentando! Portanto, o aumento da produtividade não foi causado pelas lâmpadas mais fortes e mais fracas, mas por alguém estar prestando atenção às pessoas.
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Seja bom com os outros. A distancia que você caminha na vida vai depender da sua ternura com os jovens, da sua compaixão com os idosos, da sua compreensão com aqueles que lutam, da sua tolerância com os fracos e os fortes. Porque algum dia na vida você poderá ser um deles. George Washington Carver

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Aqueles que precisam ouvir os apelos e gritos de seu povo devem fazê-lo com a paciência. Porque as pessoas querem muito mais atenção para o que dizem do que para o atendimento de suas reivindicações. Antigo nobre egípcio Ptah-hotep

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Espero que tenham gostado e continuarei postando aqui os melhores trechos que encontrar nessa e nas outras tantas leituras que virão. É o meu aprendizado que compartilho-com vocês. ( As palavras iniciais não são do livro, são minhas em um momento de 'rascunhos')



14 de novembro de 2011

Mas, o que faço?


Passei muito tempo afastado dos textos que me ajudam a tranqüilizar o espírito, volto agora para dizer-lhes que continuo sendo pura intensidade introvertida e disfarçada de falsa solidão. É verdade, é assim pura contradição.
Meus sonhos parecem não querer parar, aí entra em confronto com o real, e com tudo que a vida arma para poder alcançar a felicidade. Se for como diz Nietzsche, de que para se alcançar a felicidade é necessária muita dor e sofrimento, se não nunca haverá uma felicidade plena. Como uma longa escalada em uma montanha, onde o doloroso caminho cheio de pedras e ventos tempestuosos te forçam a descer mais perseverante você tem que cumprir o que se propôs a fazer, chegar ao topo da montanha, mas será que todo esse sacrifício vale a pena? Será que todas as pedras encontradas em nosso caminho merecem tanto suor para serem retiradas? Você só saberá se vale a pena se chegar ao topo da montanha. Depois de tempos turbulentos, de problemas que pareciam infindáveis, você chegou ao topo da montanha e se deparou com uma vista maravilhosa, inigualável, com um ar tão puro e uma sensação de espírito nunca sentida. Agora sim você pode se orgulhar de poder contemplar tudo isso, valeu a pena cada esforço feito. Você alcançou a felicidade.
                Eu volto a pensar em coisas que pensei não existirem mais. Pensamentos que guardei, mas que sempre fiz questão de não lembrar, conflitos íntimos que vivi e fiz questão de me acovardar, palavras que pensei em dizer, mas fiz questão de me calar. Tudo isso volta, e com mais força remexe com tudo que pensei ter construído. E agora o que faço? Refaço tudo ou deixo de lado como fiz antes? Mas uma vez eu não sei a resposta, não sei se tudo o que eu quero é o que eu posso.
                Quanto mais me coloco a pensar sobre isso mais filosófico fica tudo, questionamentos vão surgindo, mais e mais perguntas vão aparecendo e eu com as respostas, mas não sei pra quais perguntas. O que eu faço?

27 de outubro de 2011

A VERDADE POR TRÁS DA PROIBIÇÃO DO USO DE SACOLAS PLÁSTICAS NO BRASIL


Por Marcio R. N. Sousa e Rogéria Márcia[1]

Essa questão tem sido muito discutida nos meios de comunicação nos últimos meses, principalmente quando a prefeitura da maior cidade do país – São Paulo – e de outras grandes cidades resolveram adotar medidas para desestimular o uso de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais.
Esse debate, de fato, é bastante relevante. Em muitos países essa proibição já existe há anos, como é o caso dos países europeus e norte-americanos. A discussão parte de constatações de que a produção e o consumo de plásticos representam um grande impacto para o meio ambiente e para a vida dos seres humanos e animais.
Quais são esses motivos que justificam a proibição do uso de sacolas plásticas?

Um pouco da história do plástico

O plástico personifica como nenhum outro produto a síntese da vida moderna, marcada pela pressa e pelo uso de produtos com facilidade de descarte. Sua raiz etimológica é grega e significa aquilo que pode ser moldado. Sua invenção data dos anos de 1892 e representou uma grande revolução. Mas, a sua disseminação foi maior a partir dos anos de 1920. Sua produção usa como matéria-prima as resinas derivadas do petróleo, pertencentes ao grupo dos polímeros (moléculas muito grandes, com características especiais e variadas.
No caso das sacolas plásticas, elas foram introduzidas no cotidiano mundial a partir dos anos de 1950 e se popularizou na década de 1970, devido a sua facilidade no manuseio de produtos comprados em supermercados, feiras, lojas e, também, por seu baixo custo de produção. Segundo Instituto Akatu, estima-se que sejam produzidos anualmente de 500 bilhões a 1trilhão de unidades de sacolas no mundo. No Brasil, esse número chega aos 15 bilhões de unidades.

Os efeitos sobre o meio ambiente e a vida animal

Segundo o Instituto Akatu, por ser feita de petróleo (especificamente de polietileno) a sacola plástica leva centena de anos para se decompor, ou seja, um saquinho que se joga hoje poderá ser encontrado no futuro por nossos tataranetos, pro exemplo. Por isso, elas são um grande agente poluidor, que degrada rios, lagos e mares e, quando é descartado no meio urbano, entope bueiros e tubulações de esgoto, causando as enchentes que grandes transtornos trazem aos moradores das grandes cidades.
Nos Oceanos a poluição causada pelo plástico tem sido mais evidente. Segundo o relatório do Programa Internacional Sobre os Estados dos Oceanos (IPSO, na sigla em inglês), existe grandes quantidades de partículas de plástico nas águas oceânicas que, além de prejudicar a alimentação dos peixes que os consomem, é responsável pela proliferação de algas tóxicas, acidificando os mares e, consequemente, diminuindo a concentração de oxigênio na água, contribuindo para o aquecimento global e ameaçando os recifes de corais.
Os seres humanos não estão imunes aos efeitos do uso plástico. De acordo com o artigo publicado no jornal Environmental Research[2], sob o título “O mundo de plástico”, a exposição aos materiais usados na fabricação, tais como o Bisphenol A e os ftalatos e retardantes de chama (BPDEs), produzem efeitos indesejáveis à saúde humana. Esses ingredientes são cumulativos e não são excretados pelo nosso organismo e são responsáveis por distúrbios químicos que comprometem a produção de hormônios. Além disso, comprometem o desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos e do cérebro de crianças.
Diante de um quadro verdadeiramente assustador, quais são as alternativas que se apresentam?

Alternativas para o uso de sacolas plásticas

A grande alternativa atualmente é a substituição das sacolas comuns, a base de petróleo, por sacolas plásticas feitas com materiais biodegradáveis, à base de cana de açúcar e milho, cuja degradação se dá em poucos meses e não se açula no solo e nos oceanos. No entanto, a reclamação por parte dos comerciantes é que o custo dessa iniciativa ainda é muito alto e, pode inviabilizar os negócios.
 Entretanto, muitas alternativas a esse problema vêm sendo implementadas. Aqui no Amapá, por exemplo, existe uma iniciativa do Vereador Clécio Luis do PSOL/Amapá, por meio do Projeto de Lei Municipal nº. 046/10-CMM, que objetiva instituir incentivos fiscais no valor dos Alvarás de Licenciamento e Autorização para os estabelecimentos comerciais que forneçam aos consumidores, no acondicionamento e entrega de produtos e mercadorias, sacolas de papel, sacolas reutilizáveis ou sacolas plásticas biodegradáveis.
Algumas redes de supermercados da capital Macapá – como a rede de supermercados Fortaleza – já oferecem, ainda que timidamente, sacolas reutilizáveis para os seus clientes.
Essas tentativas visam resgatar os hábitos de consumo de pouco mais de 30 anos, quando nossos pais e avós iam com suas sacolas para as feiras e nos açougues as carnes eram embaladas em papel jornal, assim como, o nosso pão de cada dia. Sem falar no açaí que era vendido nas batedeiras e era acondicionado diretamente nas panelas de alumínio trazidas pelos clientes.
Em bem verdade que a vida moderna dificulta essa volta às origens. Mas é urgente a busca de novas alternativas para a substituição das sacolas plásticas a base de petróleo, que envolvam a conscientização dos consumidores aliado a adoção dessas novas alternativas biodegradáveis. Caso contrário, isso contribuirá significativamente para inviabilizar a vida no Planeta Terra.


[1] Acadêmicos do 2º Semestre do Curso de Comunicação Social, da Faculdade SEAMA.